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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estas tuas raízes

Que saudades
saudades
saudades
ouvi hoje alguém chamar por ti
tu
que já nem existes
que será quem se chama
como será
entrou-me esse teu nome como um espinho
pelo peito adentro onde tudo está oco
ou escuro como o tinto
ou pálido como o branco
uma repentina dor de cabeça
atira-me contra uma parede qualquer
e fico a pasmar a calçada
esbranquiçada
e pisada
quando te esquecerei
entro numa porta com um cheiro familiar
deverei esquecer-te?
e bebo uma
quererei esquecer-te?
como bebíamos
desta vez não deixarei de amar outra
porque tu foste a melhor
estas tuas raízes
tenazes na sua intenção
de me sufocar
ou separar
se não as molhasse
já há muito não saberia
o tudo o que me és
o tudo o que te fui
o tudo o que somos sempre
como desejo ouvir a tua voz
como desejo tocar a tua pele

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