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terça-feira, 4 de setembro de 2012

O chaparro

um chaparro velho

lembra-me sempre o vinho tinto

um ribeiro, vinho branco

Pois

Meia garrafa, pois é
o vinho é mesmo verde e chama-se Aldeia Branca.
Giro, simples, verde
fresquíssimo
celebrado hoje a partir das 11:45h da manhã
Estou contente, e triste,
Mas satisfeito

Cama de Solteiro

A cama está vazia
e vejo-a todos os dias
Vejo a gotas que caíram nos lençóis brancos
vejo o teu riso e os teus olhos profundos
profundos como o cheiro do vinho dessa noite
Esta cama de solteiro,
onde o teu corpo cabia no meu
era pequena para o esse amor
Sinto a tua presença,
agora que estás longe e nunca mais
nunca mais
voltarás
E esse vinho, esse profundo vinho
com um profundo aroma
que nos alegrou noites e dias
bebo-o cheio de memórias
e encho-te boca de beijos
mil beijos nos teus jovens ceios
nas tuas ancas suaves
nos teus pés perfeitos
Falta-me esse corpo
Hoje não dormirei nesta cama
beberei só
algures, nalguma margem
e o meu copo terá a sombra da lua
e deixarei o teu copo,
intocável,
para a maré o derramar
como o vinho naqueles lençóis