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domingo, 25 de outubro de 2009

Walking the path with a glass

I walk to my death
God pulls me...
My friends,
merely drinking,
push me
Couldn't be happier

To love like a god

You die
and I close the door behind me
to celebrate this apocalyptic pain
I uncork our bottle
and it's empty
Gosh! How I hate you for not drinking with me
Gosh! How, how...I love you.
Not a drop has touched my lips
Yet, my head is dizzy
And I walk like a drunk
and love like a god

Drunk and away

I live beyond life
I live beyond love
I live beyond sorrow
Away from all
I miss all
embedded in me
I'm drunk
and away

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Provérbios

Provérbios sobre o Vinho

Vinho trepador é bom matador.

Pão e vinho andam caminho.

Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.

Abril frio dá pão e vinho.

Vinho mouro só o do Douro.

Onde alhos há, vinho haverá.

Vindima com calor, vinho com valor .

Ao meu amigo, o meu pão e o meu vinho.

De vinho encharcado, de razão minguado.

Pão, vinho e o Paraíso, se no meu siso.

O pão pela cor, o vinho pelo sabor.

Porcos com frio e homens com vinho incomodam o vizinho.

A mulher e o vinho tiram o homem do caminho.

Com melão, vinho de tostão.

Pão de hoje e vinho de outro verão fazem o homem são.

O bom vinho por si fala e o homem cala.

Secura em Março, de vinho o ricaço.

Maio couveiro não é vinhateiro.

Água no S. João tolhe o vinho e não dá pão.

Não é bom o mosto collhido em Agosto.

Em Novembro prova o vinho e planta o cebolinho.

Na chuva de S. João bebe o vinho e come o pão.

Dia de S. Lourenço vai à vinha e enche o lenço.

Homem de mau vinho perde-se no caminho.

Cavado em pó, amanhado no lodo, é vinho famoso.

Um bom assado com vinho regado.

O vinho, como o amigo, quer-se antigo.

Mau vinho, mau caminho.

Quem muito bebe a mulher perde.

Leitão com vinho torna-se menino.

Vinho trepador não tira a dor.

Quem sabe beber e comer sabe vencer.

Vinho sobre melancia faz pneumonia.

Vinho, mulheres e tabaco põem o homem fraco.

Vinho e linho não têm domingo.

Pão e vinho andam caminho.

Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.

Abril frio dá pão e vinho .

O bom vinho dispensa pregão.

Onde alhos há, vinho haverá.

Vinho enxuto, vinho impoluto.

Ao bom amigo, o teu pão e o melhor vinho .

De vinho carregado, de razão minguado.

Porcos com frio e homem com muito vinho, ruído sem brio.

Quem é amigo de muito vinho é inimigo de si mesmo.

Vinho misto não é sangue de Cristo.

Na água vês teu rosto e no vinho o coração dos outros.

Não compres malhada nem vinha desamparada.

Não é cada dia Páscoa, nem vindima.

Não faças vinha em terra de senhorio.

Não há légua pequena nem quartilho grande.

Não há Maio sem favas nem S. Miguel sem vindimas.

Não rias do teu vizinho, se de ti ri o vinho.

Não se pode cavar ao mesmo tempo na vinha e no bacelo.

Nem comer sem vinho beber, nem assinar antes de ler.

Nem mulher casada nem vinha vindimada.

Nem no Inverno sem capa, nem no Verão sem cabaça.

Nem pão quente... nem vinho que salte ao dente.

Nenhuma nação é alcoólatra onde o vinho é barato.

No dia de S. Martinho comem-se castanhas e prova-se o vinho.

No dia de S. Martinho, abre o pipo e prova o vinho.

No S. Tiago, pinta o bago.

Num lado se põe o ramo, noutro se bebe o vinho.

O arroz, o peixe e o pepino nasceram na água e morreram no vinho.

O bom vinho a venda traz consigo.

O bom vinho faz bom sangue.

O bom vinho não precisa de aviso.

O bom vinho traz consigo a ventura.

O homem faz o vinho; o vinho refaz o homem.

O medo guarda a vinha.

O melhor vinho vem do barril velho (inglês).

O pão levanta e o vinho derruba.

O pão pela cor, o vinho pelo sabor.

O primeiro copo para a saúde; o segundo, para a alegria; o terceiro, para a felicidade; o quarto, para a loucura (búlgaro).

O velho planta a vinha, e o velho a vindima.

O vinho alegra o olho, limpa o dente e cura o ventre.

O vinho dá forças e o vinho as tira.

O vinho e a riqueza mudam o homem mais sóbrio.

O vinho é a teta dos velhos.

O vinho e as crianças falam verdade.

O vinho é o espelho do homem.

O vinho é o filho sagrado do Sol (francês).

O vinho é tagarela e gabarola.

O vinho faz bem ao homem, quando são as mulheres que o bebem.

O vinho há-de ser comido - e não bebido.

O vinho não intoxica os homens, são os homens que se intoxicam.

O vinho não tem vergonha.

O vinho tinto é que dá cor ao sangue.

O vinho vende-o em mosto ou vende-o em Agosto.

Olhar para a uva não mata a sede (brasileiro).

Oliveira, do meu avô; figueira, a de meu pai; vinha, a que eu puser.

Onde entra o beber, sai o beber. Onde há alhos, vinho haverá.

Onde todos pagam não é o vinho caro.

Pão com fartura e vinho com medida (espanhol).

Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que salte aos olhos.

Para casar tuas filhas, promete casa e vinhas.

Para fazer casa e plantar vinha, gasta-se dinheiro que ninguém adivinha.

Para o conhecedor, servir um vinho significa quase tanto como tomá-lo sozinho (alemão).

Para teres bom mosto, cava a tua vinha em Agosto.

Pelo S. Tiago, na vinha acharás o bago, se não for maduro, será inchado.

Poda em Março, vindima no regaço.

Poda tardio, semeia temporão, terás vinho e pão.

Podar em Março é ser madraço.

Por S. Matias, fazem-se as enxertias.

Por S. Simão e S. Judas, colhidas são as uvas.

Por Sta. Cruz, toda a vinha reluz.

Por Sta. Marinha, vai à tua vinha e qual a achares, tal a vindima.

Por um que morre de sede, morrem cem mil de beber.

Porcos com frio e homens com vinho fazem grão ruído.

Quando a água é pura e cristalina, demos preferência ao vinho.

Quando chover em Agosto, chove mel e mosto.

Quando o vinho acaba, acaba a conversa.

Quando o vinho desce, as palavras sobem.

Quanto mais bebo, melhor canto (francês).

Quem a Caxuxa mal desce, no Olho-de-Cabra padece (Douro).

Quem bebe, morre; quem não bebe, morre; portanto, é melhor beber.

Quem bem come e bebe bem, só morre velho.

Quem bem come e bebe... faz bem o que deve.

Quem bem come e melhor bebe, faz o que deve.

Quem ceia da pipa, almoça da bica.

Quem ceia em vinhas, almoça em fontes.

Quem ceia vinho, almoça água.

Quem com o demo cava a vinha, com ele a vindima.

Quem come salgado, bebe dobrado.

Quem compra pão na praça e vinho na taberna, filhos alheios governa.

Quem convida o taberneiro a beber, ou está bêbado ou fica a dever.

Quem de vinho é amigo, cedo está perdido.

Quem do vinho fala sede há.

Quem em ruim parte tem a vinha, às costas tira a vindima.

Quem não bebe, cheira o copo (brasileiro).

Quem não poda até Março, vindima no regaço.

Quem no caldo deita vinho, de velho se faz menino.

Quem planta vinhas em mau lugar, carrega a vindima nas costas.

Quem quiser mal à vizinha, dê-lhe em Maio uma sardinha, e em Agosto, a vindima.

Quem se lava com vinho, torna-se menino.

Quem tem bom vinho tem bom amigo.

Quem tem vinho tem vizinho.

Quem vive na taberna, morre no hospital.

Rainha é a galinha que põe os ovos na vindima.

Ramo curto, vindima longa; ramo longo, vindima curta.

S. Vicente claro e bonito põe o vinho no barril.

Sábados a chover e bêbados a beber, nunca ninguém os pode vencer.

Se bêbado te vires sentir, foge à companhia e vai dormir.

Se o mar fosse de vinho, todo o mundo seria marinheiro.

Se o vinho atrapalha os teus negócios, abandona... os negócios (espanhol).

Se queres a vinha remoçada, poda-a enfolhada.

Se queres ser bem disposto, bebe vinho, nanja mosto.

Sem pão e sem vinho, o amor não vale nada (francês).

Sem pão nem vinho, não há amor nem carinho.

Sem pão, sem vinho, o amor não tem valor.

Semeia cedo, colhe tardio, colherás pão e vinho.

Sim, como Jacinto, devemos gostar tanto do branco como do tinto.

Sobre pêras vinho bebas, mas que não seja tanto que nadem elas.

Sopa a meio, copo cheio.

Sopa em vinho não emborracha, mas agacha.

Tamarez, duma pipa faz três.

Tenha eu pipas e cabedal, e quem quiser, vinhas e lagares.

Tens vinha dobrada se a tiveres fechada.

Terra de vinho, terra bendita.

Terra de vinho, terra divina (italiano).

Tire vinho de bom solo e filha de boa mãe (inglês).

Tonel mal lavado, vinho estragado.

Três coisas enganam os homens: as mulheres, os copos pequenos e a chuva miudinha.

Três copos de vinho acertam tudo (chinês).

Três copos de vinho afugentam os espíritos malignos; mas com o quarto eles voltam!

Três inimigos têm o segredo: Baco, Vénus e o interesse; o primeiro descobre, o segundo vende e o terceiro arrasta.

Uvas, figos e melão, sustento de nutrição.

Uvas, pão e queijo sabem a beijo!

Velho põe a vinha, velho a vindima.

Velho, só vinho, ouro e conselho, e novo, só moça, hortaliça e ovo.

Vindima em Outubro, que S. Martinho to dirá.

Vindima enxuto, colherás vinho puro.

Vindima molhada, acaba cedo e aliviada.

Vindima molhada, pipa asinha despejada.

Vinha a seis, cabra a três.

Vinha apreciada, quero-a ensolarada.

Vinha com pedra e horta com terra.

Vinha entre vinhas, casa entre vizinhas.

Vinha na Lua Nova podada, nem dá uva nem dá nada.

Vinha onde pique, horta onde regue.

Vinha que rebente em Abril dá pouco vinho para o barril.

Vinha velha, amo novo.

Vinha, escave-a quem quiser, pode-a quem souber e cave-a o dono.

Vinhas, minhas; olivais, dos nossos pais; montados, dos antepassados.

Vinho às nozes e água aos peixes.

Vinho com água é saúde do corpo e da alma.

Vinho com melancia faz azia.

Vinho de Abril é gentil.

Vinho de Airó, bebe-o tu só (recolhido em Barcelos).

Vinho de casa não embriaga.

Vinho de Março não vai ao cabaço, e vinho de Abril não enche cantil.

Vinho de pêras não o bebas, nem o dês a quem queiras.

Vinho derramado é sinal de alegria.

Vinho doce, bebe-o como se nada fosse.

Vinho e amigo, o mais antigo.

Vinho e amor, nus têm mais sabor.

Vinho e confissão tudo descobrem.

Vinho e linho não têm domingo.

Vinho e mouro não é tesouro.

Vinho e mudo descobrem segredos.

Vinho e riqueza mudam o homem mais sóbrio.

Vinho em excesso, nem guarda segredo, nem cumpre promessas.

Vinho não prove quem mais vinho tem.

Vinho pela cor, pão pelo sabor.

Vinho por fora e vinho por dentro cura os males num momento.

Vinho puro desenrola a língua.

Vinho turvo, madeira verde e pão quente são inimigos da gente.

Vinho velho e velhos amigos são boas provisões.

Vinho velho, amigo velho e ouro velho, são amados em todos os lugares (Séc.XIV).

Vinho, azeite e os amigos, os mais antigos.

Vinho, como rei, a água, como boi.

sábado, 17 de outubro de 2009

Imortalidade

Que dura imortalidade
Esta deste sofrimento contínuo,
de ver-te nos meus sonhos
sabendo que tu sim vives
eternamente
e que eu,
eu,
de imortal só tenho o meu desejo.
Que pavor é este,
esta dúvida que me rói por dentro,
morrerei?
e ao morrer, viverei?
Nasci com tudo isto
são milhares os anos que me assaltam,
com tudo isto.
Sem respostas.
Sem mais perguntas,
retiro-me e sento-me.
Hoje não há lua
e a água negra nada reflecte
saco a rolha
e gozo com a minha estupidez

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Drinking Alone by Moonlight (月下獨酌, pinyin: Yuè Xià Dú Zhuó), por Li Bai


花間一壺酒。 A cup of wine, under the flowering trees;
獨酌無相親。 I drink alone, for no friend is near.
舉杯邀明月。 Raising my cup I beckon the bright moon,
對影成三人。 For her, with my shadow, will make three people.
月既不解飲。 The moon, alas, is no drinker of wine;
影徒隨我身。 Listless, my shadow creeps about at my side.
暫伴月將影。 Yet with the moon as friend and the shadow as slave
行樂須及春。 I must make merry before the Spring is spent.
我歌月徘徊。 To the songs I sing the moon flickers her beams;
我舞影零亂。 In the dance I weave my shadow tangles and breaks.
醒時同交歡。 While we were sober, three shared the fun;
醉後各分散。 Now we are drunk, each goes their way.
永結無情遊。 May we long share our eternal friendship,
相期邈雲漢。 And meet at last on the Cloudy River of the sky.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O verde, a lua e o inferno

Há uns dias
por detrás, a lua brilhava tanto
que te escondia a cara
elevaste o copinho de verde
e brilhou
Esse teu lindo riso
que no escuro se apercebia
esses lábios cabritos
que sei bebiam delicadamente
finalmente,
acalmaram-me
o inferno pensamento