segunda-feira, 20 de abril de 2015

Uma de Bordeaux e outra também muito bom

Depois duma de Bordeaux, tinto, acho, continuamos com uma dum outro muito bom.
Lembro-me que ao fluir para dentro do copo, era tinto.

A conversa prolongou-se pela noite afora, e por dentro da madrugada
com muito sentimento e cheio de latinizo.

Que lindas devem ser as vinhas donde vieram estes néctares.

Não há sentido beber sem sentimento, sem romance, sem tristeza.

Ó vinho
Ó vinho que tudo me dizes e tanto amor produzes.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Por Aqui

Nem pão, nem água nem, nem vinho,
Quem diria que nada tenho
Hoje, que tudo tenho, tudo procuro
Será que quero encontrar
será que me querem encontrar
estou aqui, pairando num mar de nada e de tudo,
já nem bebo, nem dou de beber
Com tanta liberdade, estou prisioneiro de tudo
e não posso ir a parte nenhuma
pois em nenhuma parte encontro Quem me procura.
Olho para os pequeninos que nada têm
e eu com tanto que nem me chega
Nesta época onde tudo se transforma,
Nesta época de renovação
Oro por um pouco de fé
Para que, enfim, possa pedir um pouco mais
Pois tudo o que quero é aquilo não me exige nada...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A Rota dos Vinhos




Um conhecido site americano está neste momento a fazer uma votação para os 10 melhores destinos vinícolas para visitar e o nosso Alentejo está na lista dos nomeados. Podem votar uma vez por dia até dia 4 de Agosto. Seria uma grande mais valia ter o Alentejo como vencedor desta categoria!
 
Cliquem aqui para votar: http://www.10best.com/awards/travel/best-wine-region-to-visit/ 
 
Basta clicar na imagem do Alentejo e depois clicar no botão verde que diz “Vote”.

Sem mais comentários...!!!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"..o d'aquelle nobre copo", Eça de Queiroz

“corre perennemente a fresca fonte da Consolação, e que na garrafa bemdita que me coube penetrára, antes d'arrolhada, um jorro largo d'essa fonte inneffavel. Jesus! que transcendente regalo, o d'aquelle nobre copo, embaciado, nevado, a espumar, a picar, n'um brilho d'ouro! E depois, garrafa de Borgonha! E depois, garrafa de Cognac! E depois Hortelã-Pimenta granitada em gêlo! E depois um desejo arquejante de espancar, com o meu rijo marmelleiro de Guiães, a porca que fugira com outra porca! Dentro da tipoia”

Excerto de: José Maria Eça de Queirós. “A Cidade e as Serras.” iBooks.
É possível que este material esteja protegido por copyright.



-…………….



“Emfim uma tarde, voltando da Flor da Malva, de casa da minha prima Joanninha, parei em Sandofim, na venda do Manoel Rico, para beber de certo vinho branco que a minha alma conhece―e sempre pede.”

Excerto de: José Maria Eça de Queirós. “A Cidade e as Serras.” iBooks.
É possível que este material esteja protegido por copyright.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Estarei a esquerce-te?

Sinto que pensas em mim,
Desde a longínqua Africa
Onde estás?
Hoje sinto que pensas em mim
e tento lembrar-me da tua cara
e nada

E sinto uma mágoa fabulosa
Como posso não ver a tua cara como sempre a vi?
Ao beber este último copo dum fabuloso vinho
tão igual aos que bebemos juntos
tão impressionante como me impressionastes sempre
quase te vejo logo ali
mesmo à minha frente
olhando através do teu copo quente
..
se conseguisse só desviar esse copo