domingo, 23 de maio de 2010

Desejando pelos anos

Olhando para os aqueles olhos,
quero te-los próximos dos meus lábios
olhando aquele nariz....
reminiscências dos tempos dos faraós
olhando para aquela boca,
com aqueles lábios rosados escuros,
carnudos,
quentes,
(serão quentes?)
que quero beber num longo trago
olhando para aquele sorriso, contagiante, límpido
olhando para aquele corpo,
perfeito, complementado em si mesmo por cada ângulo e curva
olhando para aquelas pernas esbeltas, perfeitas, sem erros
olhando para aqueles pés, lindos, sem desculpas
olhando para aquele rabo
de chorar de perfeição e pureza,
que tanto quero acarinhar

Vejo,
a alma para além do espírito
a mente para além do corpo
e sinto
compaixão por todos os que se apaixonam que nem parvos
pois parvos são,
como parvos actuam,
e como parvos actuarão
até que finalmente, quando,
dentro de poucos anos,
tudo estiver acabado, exausto, gasto,
não quererão ficar com nada do que era lindo e fantástico
e nem as memórias desejarão guardar.
Encho o copo,
sem egoísmo,
com um tinto qualquer português dum clima árido e solo seco e sedento de
quem sabe.....amor
e bebo por compaixão
compaixão por aquele eu que vejo ali
aquele eu que já fui ou sou
e outros que vejo e que nem bebem,
e os quem nem vejo nem nunca verei,
coitados
ah, o amor,
ah, o vinho,
quantas vezes as memórias e os desejos não são melhores do que a realidade?
Acordem!

sábado, 13 de março de 2010

Com a garrafa na mão

Ontem
eram por volta das dez da noite e passeava os meus cães, quando passou por mim uma linda rapariga, com uns olhos gigantes, vivos, lindos.
Vestia coisas à rapariga de 27 anos, e muito bem.
Na mão levava uma garrafa de tinto - e notei que era do Alentejo -
pelo gargalo, qual levada à força para um destino incerto.
O que é certo é que era para beber, e que ela também dali beberia, pois os seus passos certos, largos, amplos, musicados pelo som de umas botas negras de cabedal que batiam sem cerimónias contra as pedras inseguras da calçada,
tudo davam a entender que não estava para brincadeiras, esta menina.
Ao passar olhou-me de lado, com segurança de que eu tinha visto a garrafa.
Notei um ligeiro sorriso. Passou ainda a olhar de esguelha, mas ao olhar para traz ela não olhou; de certeza com medo que lhe tirasse o vinho.

quinta-feira, 11 de março de 2010

E-mail recebido há pouco, 11 março 2010

QUEM TE AVISA AMIGO È

ÁGUA ou VINHO - ALERTA!


NÃO POSSO PRIVAR OS MEUS AMIGOS DESTA NOTÍCIA.
Foi comprovado em pesquisa científica que se beberem mais de 1 litro
de água por dia, durante 1 ano, no final do ano terão ingerido mais de
1 quilograma de coliformes fecais que estão diluídos na água, ou seja: 1
quilo DE MERDA !!!
Já bebendo vinho... não se corre esse risco uma vez que esses
coliformes não sobrevivem ao processo de fermentação. Por isso
comuniquem a todos os que bebem água que essa porra faz mal!!
Está dado o alerta! Depois não digam que eu não avisei!! Quem tiver
consciência vai chegar à conclusão de que :

'É muito melhor beber vinho e dizer umas merdas, do que beber umas merdas e não dizer nada'.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Um belíssimo presente de aniversário

Do vinho...o Néctar. A Companhia e a Alegria
Da Garrafa...o Vinho. A Transparência e a Forma.
Da Cortiça...a Rolha. A Reflexão e o Segredo.
Do Saca-Rolhas...o Aço. O Sabor e a Liberdade.
"Até Sempre"
A um futuro com esperança
Que nos vai reencontrando...

Do Poeta:
Aristides Bicho
9 Fevereiro 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tinto de Mendoza

Em Iwama, uma vilazita sem importância nacional,
numa festa com os meus amigos foi servido um vinho de Mendoza, Argentina.
Foi como se tivesse voltado a ver um velho amigo.
Ao chegar a Portugal escrevi de imediato aos meus amigos Mendozinos para lhes dar as boas notícias: o vinho de Mendoza, tinto, é vendido em Iwama.
Em Maio de 2012 lá estarei para provar esse vinho fabuloso regado pelas àguas dos degelos dos Andes.
Como já tinha bebido algo, não me lembro do nome. Mas era de cor ruby, generoso, mas pesava suavemente na boca, como um beijo duma mulata da minha terra.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O tinto e a sopa alentejana

Depois de uma grande viagem, nada melhor do que regressar a Portugal e comer o que é português. Fui ao "O Aregos" com a família e pedi uma Açorda Alentejana (sopa alentejana), picanha na tábua. O resto pediu pataniscas de bacalhau com arroz de feijão.
Para beber pedimos uma imperial. Mas, depois de começar com a soupa, soube que tinha sido um erro. Pedi então um jarrinho de tinto, que calhou que nem ginjas.
Uma das melhores sopas Alentejanas que já comi. Perfeitamente condimentada, nem sequer sal (que a maioria dos restaurantes tem a mania de não usar com a devida obrigatoriedade) faltava.

Tive mesmo de beber o tinto ou estragava tudo.

O Vinho do Chile

Recentemente vindo do Chile, regresso alegre pela boa amizade e pelo bom vinho Chileno.
Tenho ainda uma garrafa oferecida por Don Hernani, de Finis Terrae, Cousino-Macul, do Vale de Maipo. Produzido pela mistura das castas de Cabernet Saufignon y Merlot, promete ser um excelente nectar divino.