Onde é que te vou magoar?
Como te causarei um mundo de dor profunda?
Pessoa tão prefeita, bonita, sem dor nem sofrimento?
Como pode tanto amor continuar ileso
sem desgaste, nem cansaço nem guerra?
Vem, bebe comigo,
mais uma vez bebe-me
Bebe tudo o que tenho
Da minha cave retira os melhores vinhos,
Colhe
Colhe da mim as melhores colheitas
Colhe de mim tudo
Que eu tenho muito
Deixa depois descobrir como é que a dor te penetra
Como é que tu magoada e triste, vives
Bebe comigo e gozemos estes últimos momentos juntos
Esta alegria da tua amizade, do teu grande amor, da tua lealdade
Bebamos juntos e relembremos
Relembremos o nosso futuro longíncuo, depois de tudo acabar
"Come, fill the Cup, and in the fire of Spring Your Winter-garment of Repentance fling: The Bird of Time has but a little way To flutter--and the Bird is on the Wing." Omar Khayyam O vinho, ou tudo o que bebemos (recebemos) é algo pelo que temos de estar agradecidos. Tudo nos deve fazer feliz como o vinho que bebemos.
sábado, 10 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Os lábios
Ontem vi tanto os teu lábios
vi-os moverem-se e parados
torcendo, comprimindo e rindo,
ai que tanto vi esses lábios
quem os beijará
quem sentirá o seu calor
não sei, mas sei que nunca os beijarei
que nunca se chegarão aos meus
que nunca gemerão com os meus
ai que ontem vi tanto os teus lábios
mas aqui pelo menos tomas um copinho comigo
e cheiras o mesmo vinho
bebes o mesmo sabor
e o vinho, como a mim,
envolve-te com um certo amor
Ai tanto vi ontem os teus lábios
vi-os moverem-se e parados
torcendo, comprimindo e rindo,
ai que tanto vi esses lábios
quem os beijará
quem sentirá o seu calor
não sei, mas sei que nunca os beijarei
que nunca se chegarão aos meus
que nunca gemerão com os meus
ai que ontem vi tanto os teus lábios
mas aqui pelo menos tomas um copinho comigo
e cheiras o mesmo vinho
bebes o mesmo sabor
e o vinho, como a mim,
envolve-te com um certo amor
Ai tanto vi ontem os teus lábios
quarta-feira, 7 de julho de 2010
A Palavra
A Palavra é
o meu sonho
o meu acordar
a minha cama
A Palavra é
o meu sentir
o meu amor
a minha paixão
A Palavra é
aquela flor
aquela erva
aquela montanha
A Palavra é
o vento respirando no meu corpo
o sol aquecendo a minha pele
o mar
e é os rios, as nuvens, a neve
e é a vinha, a uva e o vinho
Esta é a Palavra de Deus
A Palavra de Deu é
este copo que tenho na mão
esse copo que tens na mão
e o nosso bater junto
o meu sonho
o meu acordar
a minha cama
A Palavra é
o meu sentir
o meu amor
a minha paixão
A Palavra é
aquela flor
aquela erva
aquela montanha
A Palavra é
o vento respirando no meu corpo
o sol aquecendo a minha pele
o mar
e é os rios, as nuvens, a neve
e é a vinha, a uva e o vinho
Esta é a Palavra de Deus
A Palavra de Deu é
este copo que tenho na mão
esse copo que tens na mão
e o nosso bater junto
sábado, 3 de julho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Surpresa
Que prazer aquela companhia,
aqueles olhares furtivos,
rápidos
Aquele sorriso limpo, grande, beijável
Que surpresa a direcção do olhar
com o vinho levamos a conversa
....
aqueles olhares furtivos,
rápidos
Aquele sorriso limpo, grande, beijável
Que surpresa a direcção do olhar
com o vinho levamos a conversa
....
domingo, 23 de maio de 2010
Desejando pelos anos
Olhando para os aqueles olhos,
quero te-los próximos dos meus lábios
olhando aquele nariz....
reminiscências dos tempos dos faraós
olhando para aquela boca,
com aqueles lábios rosados escuros,
carnudos,
quentes,
(serão quentes?)
que quero beber num longo trago
olhando para aquele sorriso, contagiante, límpido
olhando para aquele corpo,
perfeito, complementado em si mesmo por cada ângulo e curva
olhando para aquelas pernas esbeltas, perfeitas, sem erros
olhando para aqueles pés, lindos, sem desculpas
olhando para aquele rabo
de chorar de perfeição e pureza,
que tanto quero acarinhar
Vejo,
a alma para além do espírito
a mente para além do corpo
e sinto
compaixão por todos os que se apaixonam que nem parvos
pois parvos são,
como parvos actuam,
e como parvos actuarão
até que finalmente, quando,
dentro de poucos anos,
tudo estiver acabado, exausto, gasto,
não quererão ficar com nada do que era lindo e fantástico
e nem as memórias desejarão guardar.
Encho o copo,
sem egoísmo,
com um tinto qualquer português dum clima árido e solo seco e sedento de
quem sabe.....amor
e bebo por compaixão
compaixão por aquele eu que vejo ali
aquele eu que já fui ou sou
e outros que vejo e que nem bebem,
e os quem nem vejo nem nunca verei,
coitados
ah, o amor,
ah, o vinho,
quantas vezes as memórias e os desejos não são melhores do que a realidade?
Acordem!
quero te-los próximos dos meus lábios
olhando aquele nariz....
reminiscências dos tempos dos faraós
olhando para aquela boca,
com aqueles lábios rosados escuros,
carnudos,
quentes,
(serão quentes?)
que quero beber num longo trago
olhando para aquele sorriso, contagiante, límpido
olhando para aquele corpo,
perfeito, complementado em si mesmo por cada ângulo e curva
olhando para aquelas pernas esbeltas, perfeitas, sem erros
olhando para aqueles pés, lindos, sem desculpas
olhando para aquele rabo
de chorar de perfeição e pureza,
que tanto quero acarinhar
Vejo,
a alma para além do espírito
a mente para além do corpo
e sinto
compaixão por todos os que se apaixonam que nem parvos
pois parvos são,
como parvos actuam,
e como parvos actuarão
até que finalmente, quando,
dentro de poucos anos,
tudo estiver acabado, exausto, gasto,
não quererão ficar com nada do que era lindo e fantástico
e nem as memórias desejarão guardar.
Encho o copo,
sem egoísmo,
com um tinto qualquer português dum clima árido e solo seco e sedento de
quem sabe.....amor
e bebo por compaixão
compaixão por aquele eu que vejo ali
aquele eu que já fui ou sou
e outros que vejo e que nem bebem,
e os quem nem vejo nem nunca verei,
coitados
ah, o amor,
ah, o vinho,
quantas vezes as memórias e os desejos não são melhores do que a realidade?
Acordem!
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