terça-feira, 15 de novembro de 2016

At the end



Now, at the end of a life
I look back and I smile
I see many friends
Who loved me for who I was
I see many lovers
Who loved something else
I enjoyed my life
I suffered what I should
See my cross, waiting
standing on hill worned out
I see the nails ready
And their power is overwhelming
Before the last step
A step to somewhere,
I seat down
Facing it all
This time alone
No friends
No lovers
No one
Pick up my glass
And sip
Sip the wine to come
Am I ready?
I drink some more
Am I ready?
The glass is almost empty
Red wine
Red
How can I cleanse myself on blood spilled?
I make sure there is not one drop left
Nothing must be left behind
I get up

And walk

domingo, 2 de outubro de 2016

Turn down that empty glass



Not far away, not here not there
Where the moon is black
Where the stars just don’t care
for, seeing you they draw back

There, where you hide in the open
Discovered by all
me here, with my heart broken
hurt by a love fall

grieving daily, years alone
in this desert tirelessly walking
from corner to corner blown
here souls don't open when knocking

where’s my glass of wine
I’ll drink to forget
This heavy love of mine
That busy day we met

I feel you but You’re here no more
Bent over, I pain in all places
But pain doesn’t live in this heart of yours
And mine is full of empty spaces

I turn down the empty glass tonight
on jealousy and anger drunk
Tears are dry, gone in this plight

 A love boat on the high seas sunk

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O fado é triste e triunfante



O Fado é assim, pesado e amargo
Cantem fadistas com este sentimento
Degustem as lágrimas, sabor salgado
Não deem lugar ao fingimento

Perfurado por uma lança
Espetada por quem te ama
O fado é assim, não se dança
É Amor que arde numa chama

Venha dai esse sofrimento
Quero vê-lo bem às claras
Sou um forcado sem alento
Mas tomo o toro de caras

Triste é este mundo de traição
Pesado e sem sentido
Que grande a dor de coração
A repentina estocada dum amigo

Sou assim, ingénuo e confiante
Alma simples, coração puro
Tu traidor e dominante
De coração frio e duro

No vinho tinto como o sangue
As tuas traições afogarei
Mas como o magoado amante
Com o fado, triunfarei


A Traição



Com um copo na mão
Sentado e cansado
Com o pesar da traição
Onde estais valores do passado?

Quem já não sofreu este pesar
Que nos leva à loucura
O que me leva a pensar
Se haverá uma mente pura

Ah, senta-te aqui amigo traidor
E bebe um copinho comigo
Desta vida eu quero o melhor
Não quero estar fingindo

Por isso eu vou-te perdoar
A tua facada nas costas
Mas sempre me vou lembrar
Que te atraiçoa quem tu mais gostas

Amanhã eu morro e tu também
Mas parto com a mente limpa
Com vim ao mundo, sem vintém
É bom ter coração que não minta

Pensa meu amigo naquilo que fizestes
Com o teu copo à minha frente
Fala bem e bem amanheces

Falaremos no que vai na mente

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

será que é do vinho, que é mau?

será que é do vinho, que é mau?


estas noites sem ti
respirando suavemente a meu lado
sem o teu cheiro, o teu calor

nestas noites, não dormi
lembrando coisas do passado
nas entranhas, um ardor

bebo um copo, e estás lá
eu na mesa, só, explodindo de emoção
ferido, torturado, despojado, abandonado,
rezo por ti, pela tua proteção

bebo muito, bebo pouco e paro
uma angustia que a ninguém desejo
será que o meu mau agora pago
enxotado, só, para este lugarejo

meu Deus, meu Deus
peço aos céus
rezo eu e o meu vinho
protege o meu amor
mesmo que eu fique sozinho

Ah, quando alegremente bebias comigo
Plenitude, amor sem fim
Eu repleto, completo, de paixão perdido
Eu para ti e tu para mim

Bebo, bebo e não passa
Será que o vinho é mau?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Agora.. Estremoz

Pedi uma bifana no restaurante estranho do Rossio de Estremoz. 
Depois fui para o carro e abri o minipad.
Uma gota de tinto seca, no ecran rachado....